Diagnóstico da oclusão aterotrombótica da artéria carótida

Desenvolvimento da Aterosclerose da Artéria Carótida com Trombose - Visão Geral

No sistema arterial carotídeo, a trombose aterosclerótica que leva a um ataque isquêmico transitório (AIT, ou 'mini-AVC') ou a um acidente vascular cerebral (AVC) completo desenvolve-se comumente na bifurcação carotídea (onde a artéria carótida principal se divide nos ramos interno e externo) [1, 2]. Menos frequentemente, ocorre no sifão carotídeo (o segmento em forma de S da artéria carótida interna no interior do seio cavernoso), no segmento proximal (inicial) da artéria cerebral média (ACM) ou na artéria cerebral anterior (ACA) [1]. A trombose relacionada à aterosclerose é observada com menor frequência na origem da própria artéria carótida comum [1].

O momento exato em que a estenose (estreitamento) ou as alterações ulcerativas (ruptura da superfície da placa) ocorrem nas paredes arteriais nesses locais em relação ao início dos sintomas clínicos (como AIT ou AVC) permanece incerto [1]. No entanto, é amplamente aceito que a aterosclerose carotídea associada à trombose é um processo progressivo, o que significa que tende a piorar ao longo do tempo [3].

Diagnóstico Diferencial dos Sintomas de AIT/AVC no Território Carotídeo [1, 20]

Condição Características Principais / Pontos Distintivos Investigações / Achados Típicos
AVC Isquêmico/AIT (Território Carotídeo) Déficit focal de início súbito (hemiparesia/perda sensorial face/braço>perna, afasia, negligência), +/- amaurose fugaz. Frequentemente devido à estenose de carótida (embolia/baixo fluxo) ou embolia cardíaca. A TC de crânio exclui hemorragia. A RM (DWI) confirma isquemia. Imagens das carótidas (US, angio-TC, angio-RM) mostram estenose/placa. Avaliação cardíaca (ECG, Eco).
Hemorragia Intracerebral (HIC) Déficit focal de início súbito, muitas vezes com cefaleia, vômitos, alteração do nível de consciência, hipertensão. Pode simular a localização de um AVC isquêmico. A TC de crânio sem contraste mostra hemorragia.
Convulsão com Paralisia de Todd Fraqueza focal pós-ictal. Histórico de convulsão. Transitório (resolve <48h). Histórico. O EEG pode mostrar anormalidades. As imagens costumam ser normais a menos que haja uma lesão subjacente.
Enxaqueca com Aura (Hemiplégica) Hemiparesia transitória/sintomas sensoriais, frequentemente se espalha gradualmente, precede ou acompanha a cefaleia. Histórico de episódios semelhantes. Diagnóstico clínico. Exame normal entre os ataques. As imagens são geralmente normais.
Hipoglicemia Pode causar déficits focais imitando um AVC, além de confusão. Histórico de diabetes relevante. Glicose no sangue baixa. Os sintomas melhoram com a glicose.
Tumor Cerebral Pode se apresentar agudamente com hemorragia ou convulsão causando sinais focais, mas frequentemente precedido por sintomas progressivos. A RM com contraste mostra a lesão expansiva.
Hematoma Subdural Pode causar sinais focais (hemiparesia) devido à compressão. Cefaleia, estado mental alterado. Histórico de trauma. A TC/RM mostra a coleção subdural.
Encefalopatia Metabólica Disfunção difusa (confusão). Sinais focais incomuns a menos que haja um AVC/lesão sobreposta. Causa sistêmica identificável. Anormalidades laboratoriais específicas. Imagens inespecíficas.
Transtorno Neurológico Funcional Sintomas inconsistentes com padrões orgânicos. Sinais clínicos positivos. Diagnóstico de exclusão. Imagens e exames laboratoriais normais.

 

Pedaços da placa podem se soltar (embolizar), viajar pela corrente sanguínea em direção às artérias cerebrais e bloquear o fluxo sanguíneo, causando um AVC [4].
Método de Imagem Uso Principal Vantagens
Ultrassom Doppler de Carótidas Rastreamento de primeira linha Não invasivo, barato, mede a velocidade e a placa
Angio-TC (Angiografia por TC) Anatomia detalhada e oclusão Rápido, alta resolução, mostra calcificação
Angio-RM (Angiografia por RM) Imagem dos vasos sem contraste Sem radiação, excelente contraste de tecidos moles
ASD (Angiografia por Subtração Digital) Padrão-ouro (pré-intervenção) Maior resolução, avaliação dinâmica do fluxo

Aterosclerose da Artéria Carótida Interna Proximal

A aterosclerose da artéria carótida interna proximal (o segmento logo após a bifurcação carotídea) é tipicamente mais grave nos primeiros 2 cm distais à bifurcação (mais distante do coração) e está predominantemente localizada em sua parede posterior (de trás) [1, 2]. Muitas vezes ela se estende para baixo (distalmente) em direção à artéria carótida comum [1]. Em 50 a 80% dos casos de AVC envolvendo doença carotídea, essa lesão aterosclerótica contribui para pequenos AVCs (às vezes chamados de AVCs lacunares ou microinfartos) ou ataques isquêmicos transitórios (AITs) [5, faixa aproximada]. Esses eventos resultam ou da redução crítica do fluxo sanguíneo cerebral (insuficiência hemodinâmica) devido a um estreitamento severo (estenose) ou, mais comumente, por uma embolia (fragmentos de placas ou coágulos que se desprendem e viajam) da artéria carótida para os ramos intracerebrais (como a ACM ou a ACA) [1, 4].

A experiência clínica e os dados de autópsias sugerem que os AVCs associados a lesões na artéria carótida são causados mais frequentemente por êmbolos originados na placa do que por uma simples redução do fluxo sanguíneo (estado de baixo fluxo) [1, 6]. Um êmbolo a partir de uma placa aterosclerótica na origem da artéria carótida interna certamente pode desencadear um ataque isquêmico transitório (AIT) [1]. No entanto, se os AITs forem recorrentes, muito breves (segundos a minutos) e produzirem constantemente os mesmos sintomas (estereotipados), é mais provável que sejam atribuídos a distúrbios hemodinâmicos (quedas temporárias no fluxo sanguíneo após uma estenose severa) do que a êmbolos repetidos [1, 7].

 

Isquemia Cerebral Causada por Redução do Fluxo Sanguíneo (Insuficiência Hemodinâmica)

O fluxo sanguíneo arterial insuficiente (isquemia) pode levar a um acidente vascular cerebral (infarto) ou desencadear um ataque isquêmico transitório (AIT), particularmente em zonas de "divisor de águas" ou zonas fronteiriças – áreas localizadas entre os territórios supridos pelas principais artérias cerebrais, que são mais vulneráveis a quedas na pressão de perfusão [1, 8]. O desenvolvimento de AVCs e AITs devido a déficits de fluxo sanguíneo cerebral (causas hemodinâmicas) está ligado principalmente a duas condições:

  1. Uma queda significativa na pressão arterial distal a (depois de) uma estenose severa da artéria carótida, tipicamente quando o diâmetro da luz é reduzido em mais de 80% (deixando uma luz residual de menos de 1,5 a 2 mm) [1, 9].
  2. Fluxo sanguíneo colateral inadequado (vias circulatórias alternativas) para compensar o suprimento reduzido para as regiões cerebrais isquêmicas [1, 8].

Déficits de fluxo sanguíneo cerebral surgem frequentemente quando o Polígono de Willis (um anel de artérias na base do cérebro que conecta os sistemas carotídeo e vertebrobasilar) está incompleto [8, 10]. Essa incompletude geralmente se deve à ausência congênita ou ao subdesenvolvimento (atresia/hipoplasia) de segmentos-chave, como o segmento A1 da artéria cerebral anterior ou as artérias comunicantes anterior ou posterior [10]. Menos frequentemente, ocorrem danos cerebrais significativos quando a oclusão da artéria carótida *contralateral* (lado oposto) ou da artéria basilar restringe ainda mais o fluxo de sangue que entra no Polígono de Willis [1]. Em alguns indivíduos, um suprimento sanguíneo compensatório adequado pode ser mantido através de colaterais orbitais (conexões pelas artérias da cavidade ocular) originadas do sistema da artéria carótida externa, ou através de colaterais corticais superficiais (anastomoses leptomeníngeas) conectando ramos de artérias cerebrais maiores sobre a superfície do cérebro [8, 10]. Mesmo com um Polígono de Willis incompleto, a circulação colateral robusta pode às vezes limitar a extensão do dano isquêmico [1]. Essa variabilidade inerente na anatomia e eficiência das colaterais ajuda a explicar as diversas localizações e a gravidade das lesões observadas nos AVCs e nos ataques isquêmicos transitórios (AITs) associados à insuficiência da artéria carótida [1].

Outros mecanismos também podem contribuir para ataques isquêmicos transitórios (AITs) ligados à redução do fluxo sanguíneo cerebral [1]. A estenose severa na bifurcação da artéria carótida comum poderia teoricamente levar a uma oclusão vascular transitória devido ao espasmo, embora isso seja considerado raro [1]. Mais comumente, problemas circulatórios sistêmicos (como uma queda repentina na pressão arterial geral) podem reduzir o fluxo sanguíneo em um lúmen de vaso gravemente estreitado a níveis perigosamente baixos [1]. Além disso, o fluxo sanguíneo regional dentro de um hemisfério cerebral pode flutuar em razão do comprometimento do fluxo na artéria carótida, e uma falha temporária desses mecanismos colaterais compensatórios pode precipitar um AIT [1, 7]. Outros fatores contribuintes – como condições que deixam o sangue mais espesso, a exemplo da policitemia vera (excesso de glóbulos vermelhos) ou trombocitemia (excesso de plaquetas), ou arritmias cardíacas que afetam o débito cardíaco – também podem desencadear AITs recorrentes, especialmente quando tanto o fluxo sanguíneo cerebral quanto o sistêmico já estão comprometidos [1].

 

Embolização a partir da Artéria Carótida (Embolia Arterio-Arterial)

Os êmbolos (coágulos móveis ou fragmentos de placas) originados em uma lesão aterosclerótica estreitada (estenótica) ou ulcerada na artéria carótida interna proximal são uma causa comum de AVC e AIT [1, 4]. Esse processo é conhecido como embolia arterio-arterial [4]. Tais êmbolos geralmente viajam na corrente sanguínea e causam sintomas ao ocluir (bloquear) artérias como a artéria oftálmica (que supre os olhos), o tronco principal ou os ramos da artéria cerebral média (ACM) e, ocasionalmente, a artéria cerebral anterior (ACA) ou seus ramos [1, 4, 6]. Em geral, o tamanho do êmbolo dita o calibre (tamanho) do vaso que ele acabará por obstruir [1].

Compreender a anatomia das artérias carótidas comum e interna é crucial para entender os mecanismos do AVC isquêmico [10].

Pequenos êmbolos (microêmbolos) podem obstruir apenas pequenos ramos distais da artéria cerebral média ou a artéria oftálmica [1]. A oclusão da artéria oftálmica pode resultar em cegueira monocular transitória (amaurose fugaz) [1, 11]. A obstrução de pequenos ramos arteriais cerebrais pode levar a infartos menores, às vezes clinicamente silenciosos (assintomáticos), em particular em regiões do cérebro supridas por artérias cerebrais adjacentes (zonas fronteiriças ou áreas divisórias de fluxo) [1].

Êmbolos maiores de fibrina plaquetária (compostos principalmente de plaquetas e proteínas da fibrina) podem obstruir os ramos primários (principais) e secundários da artéria cerebral média [1]. As síndromes neurológicas específicas que resultam dependem diretamente das regiões cerebrais que eram supridas pelo vaso bloqueado [1, 6].

Êmbolos muito grandes podem obstruir completamente o segmento proximal (origem) da artéria cerebral média (segmento M1) [1, 6]. Isso normalmente leva a infarto e isquemia grave afetando todo o seu território, incluindo estruturas profundas como os gânglios da base (núcleo lenticular) e a superfície cortical suprida pela ACM [1, 6].

Mesmo quando um êmbolo grande oclui a porção proximal da artéria cerebral média, o infarto resultante (AVC) pode afetar principalmente as estruturas profundas do cérebro, se um fluxo colateral suficiente através de artérias corticais superficiais (colaterais leptomeníngeas) compensar parcialmente e proteger a superfície cortical [1, 8].

O stenting (colocação de stent) da artéria carótida é um procedimento minimamente invasivo que restaura o fluxo sanguíneo para o cérebro, prevenindo um AVC, ao tratar uma estenose em uma artéria carótida. Um pequeno tubo de malha metálica, ou stent, é inserido na estenose para manter a artéria aberta [12].

Êmbolos grandes obstruindo vasos grandes nem sempre são permanentes; eles às vezes podem ser dissolvidos (lisados) pelo sistema fibrinolítico natural do corpo ou se fragmentarem e migrarem distalmente [1]. A rápida dissolução ou fragmentação dos êmbolos pode resultar em déficits neurológicos transitórios ou até na regressão completa dos sintomas [1, 7].

Em pacientes que apresentam sintomas neurológicos possivelmente associados à doença carotídea, a lesão vascular subjacente pode ir de uma única placa não-estenótica (que não estreita totalmente), mas com potencial de se ulcerar, na bifurcação carotídea até uma estenose de alto grau, com diâmetro de luz residual inferior a 2 mm [1, 9].

A incidência exata de AVCs embólicos volumosos (infartos cerebrais) provocados *única e exclusivamente* por lesões ateroscleróticas que apenas se ulceram, sem obstruir, ainda segue indeterminada [1]. Certas indicações levam a crer que a propensão de ocorrer um AVC embólico vindo destas lesões é comparativamente diminuta, associando-se majoritariamente às placas com ulceração ampla (ex: um diâmetro de ≥4 mm) [1, 13]. Caso suceda um AVC ou ataque isquêmico transitório (AIT) de sequelas demoradas, em especial sob cenários cujas radiografias não acusem obstrução na artéria carótida ou mostrem pouquíssima alteração, faz-se imperativo buscar opções originárias distintas. Nesses termos, deve haver especial cautela sobre as fontes cardiológicas propícias a êmbolos (a exemplo de fibrilação atrial) [1, 14]. Disfunções na natureza aterosclerótica presentes nas raízes dos grandes vasos arteriais da estrutura do arco aórtico (tais quais as artérias inominada, carótida comum e subclávia) comportam-se igualmente como estopim de quadros embólicos a nível cerebral, configurando quadros de isquemia ou infarto. Ainda assim, a constância em que esse fato acontece em particular permanece igualmente vaga [1, 6].

A angiografia por tomografia computadorizada (angio-TC) das artérias cervicais revelou oclusão (bloqueio) da artéria carótida interna proximal esquerda (seta preta), um achado consistente com o potencial risco de AVC [15].

O angiograma cerebral revela um "sinal do barbante" (defeito de preenchimento) (seta preta) na artéria carótida interna proximal esquerda, indicando um estreitamento significativo ou oclusão [15].

O bloqueio cabal da via inicial da carótida interna será apto a suceder destituído de sintomatologia mediante a ação resoluta do tráfego vascular suplementar do Polígono de Willis, proveniente da malha carotídea lateral e do arranjo hemodinâmico de vias posteriores (vertebrobasilares) [1, 8]. Numa vertente oposta, se uma irrigação por vias suplementares (colateral) provar-se inadequada, poderá originar infartos de âmbito hemodinâmico ou quadros isquêmicos do tipo AIT (ataque isquêmico transitório) breves momentos depois do bloqueio efetivo [1]. Somando-se a isso, um trombo incrustado lá na obstrução originada do pescoço ganha condição física propícia a disseminar o bloqueio no sentido cranial, abrangendo estruturas pelo conduto do sifão, já integrando a base da cabeça craniana, ocluíndo com isso inclusive a ponte inicial interligada das artérias anterior e cerebral média, impulsionando ocorrência fulminante com extensos AVCs [1]. Certo é que, o mais comum na etapa subsequente é ver formarem-se frações dos trombos — novos êmbolos —, cujo repuxo é capaz de os remover da base obstrutiva restrita do vaso inicial, alojando-se distalmente contra a passagem principal adjacente de alguma das ramificações em trechos distantes, seja na via anterior ou no segmento da própria artéria cerebral média [1, 4]. Embora algumas vertentes da literatura já sustentem a ideia de fluxos irregulares (retrógrados) criando percursos de êmbolos remanescentes pelo pedaço ocluso em direção a artéria externa carotídea, reingressando dessa forma ao traçado interno da massa cerebral através de anastomoses entre o ambiente vascular externo-interno para acometer os ramos internos normais, estes mecanismos de êmbolos "por coto" ou ramificações retrógradas ainda constam categorizados predominantemente na ala do aspecto clínico de raridade [1].

A etiologia (causa) do acidente vascular cerebral tardio, ocorrendo meses ou até mesmo anos depois de uma obstrução documentada da artéria carótida, muitas vezes continua incerta, e sua verdadeira taxa de manifestação é desconhecida [1]. Um estudo pretérito já contabilizou na casa dos 5% um volume de infartos tidos em longo prazo na sequência da interrupção arterial na carótida interna; um aspecto estatístico, porém, que o escrutínio e a percepção atual vêm ponderando estar distendido sob uma proporção bem generosa dentro do quadro de vivência clínico contemporânea [1]. De um modo bastante assertivo, há indícios críveis a sustentar que quase a plenitude em face a todos tais episódios patológicos da embolia ligados a distúrbios da oclusão irromperá precisamente no transcurso do contorno inaugural do ano sucessório ao fechamento natural do vaso. Sobrarão ressalvas, claro, de instâncias eventuais aptas a perpetuarem sua latência num patamar alongado dos dois primeiros anos [1]. Para contracenar com eles, os conhecidos reveses com perfil hemodinâmico, baseados na intermitência e ausência crítica do trânsito contínuo nos vasos — isquemias ditadas pelo "baixo fluxo" —, revelam a habitualidade em se precipitar ao corpo clínico de modo incomparavelmente antecipado, com a média se alinhando entre dias pontuais ou algumas modestas semanas no momento de suceder o encerramento da passagem coronária carotídea [1].

O exame de ultrassom Doppler pós-operatório demonstrou fluxo de sangue normal e a inexistência de estenose na artéria carótida interna [16].

 

Aterosclerose da Artéria Carótida Interna Intracraniana (Sifão Carotídeo)

As formações de placa ateroscleróticas aliadas ao impacto da trombose estão abertas igualmente no acometimento da configuração do conhecido sifão carotídeo — o conduto encurvado e análogo a uma via "S" que se estabelece inerente às camadas intracranianas para uma artéria carótida já adentrada pelo nicho protetor situado aos flancos da abóboda craniana ou seio cavernoso [1, 17]. As mazelas encontradas em dito sifão consistem porventura na pura evolução contínua atrelada ao adoecimento que cresce ascendente pela artéria advindo do próprio pescoço de modo proximal, ressalvado porém, há cenários aptos a se gerarem livremente num núcleo patológico e autossuficiente restrito às paredes do mesmo sifão em si [1]. Em razão disto, anomalias concentradas sob esta faixa particular da artéria incitam sem dificuldade consequências cerebrais no porte dos infartos isquêmicos gerais assim como deficiências efêmeras como os ataques isquêmicos temporários (AITs), com uma mecânica orgânica estruturada no plano biológico a se manifestar da mesmíssima forma delineada quanto aos dilemas proximais, dada a uníssona simetria das regiões finais dependentes nutridas na via dos condutos distais (são partes das vias na ACM, porções à ACA bem como nas origens visuais relativas à artéria oftálmica) [1, 17]. A peculiaridade desfavorecida no que toca à condição específica recai muitas vezes sob a pouca particularização sintomática gerada perante um doente de estenose em trecho já restrito ao sifão, visto carecer amiúde das facetas sintomáticas tão cruciais para apartar e discriminar clinicamente das estenoses de porte similar instaladas bem mais abaixo na porção carotídea cervical base [1].

Um grau de estreitamento associado ao sifão é comumente uma deficiência hábil para operar de maneira indetectável — ausente de sintomas (assintomática) — sobre decursos espaçados num calendário dilatado de tempo. Em parte preponderante das eventualidades, sua percepção recai sobre etapas avançadas, nas quais já detém diâmetros e tamanhos alarmantes (uma medição que acuse uma luz remanescente de calibres rebaixados ao entorno aproximado de meros 1,5 mm ou limiares restritos mais estreitos), impulsionando daí para fora complicações sérias com barramento total à locomoção sanguínea do cérebro, bem como abrindo um grave espectro ao despontamento de volumes trombóticos instalados e aderentes à própria via [1]. Condicionado à topografia profunda engastada nas bases protetivas da abóboda do crânio, resguardada perante espessuras esqueléticas das calotas ósseas, atingir definições incontestáveis sob um quadro diagnóstico à estenose nesta região habitualmente pressupõe se abrigar a condutas incisivas a exemplo das cateterizações angiográficas intra-arteriais (angiografia invasiva), na falta delas, a requisição compulsória atende por meios radiológicos acurados dotados com perfis avançadíssimos isentos das intervenções invasivas, dentre quais cintilam angiotomografias de imagem resoluta (CTA) somados também com os perfis vasculares propiciados pela ressonância angular e magnética das ramificações ou angiografia RM (MRA); fica subentendido desde o início aos métodos ordinários focados sobre a radioscopia primária — notadamente nas ultra-sonografias cervicais e exames de doppler da carótida na cervical — faltam atributos, profundidades pervasivas das barreiras ósseas da caixa craniana, não sendo em via de regra os mais idôneos, na pretensão acurada sobre visualização para tais localizações confinadas no sifão [15, 17]. O referencial protetivo gerado do círculo de base e sustentáculo arterial chamado de Polígono de Willis encampa prerrogativas determinantes sob as tendências, prognóstico, resoluções naturais (patogênese) ou impacto patológico para os enfermos destas lesões, exercendo uma atuação substancial a parametrizar eventuais saídas favoráveis de sucesso nos cenários que impulsionariam a necessidade ou inviabilidade cirúrgica curativa aliada a prospecções clínicas (estratégias com perfis medicamentosos, intervenções abertas cirúrgicas e atuações de tratamento e suporte vascular via endovascular) [1, 8].

 

Aterosclerosis com Trombose da Artéria Cerebral Média (ACM)

O acometimento do tronco principal (segmento M1) da artéria cerebral média pela trombose de cunho aterosclerótico predispõe intensamente deficiências isquêmicas às estruturas e tecidos neurológicos [1, 18]. Isto pode desencadear-se atrelado de forma direta a graves interrupções de passagem por estenoses instaladas nos próprios caminhos capilares minguando volumetrias atinentes aos trânsitos de aporte de oxigenação arterial ou pelas via do entupimento direto das confluências atreladas aos vasos ínfimos mas fundamentais dispostos sob caráter pervasivo (arteríolas das capilares do tipo lenticuloestriadas com foco penetrante) [18]. A utilidade essencial na viabilidade neurológica desempenhada nestes pequenos capilares derivando seus percursos advindos do grande vaso-eixo (M1) foca a provisão elementar a camadas cerebrais com acentuada interioridade, destacadamente algumas bases inseridas junto as composições nucleares gangliônicas de estruturas basais e os limites capsulares intrínsecos e profundos do miolo encefálico e interno da cápsula do cérebro [18]. Acúmulo lipídico ou a popular aterosclerose em formato em placa sobressaliente causadora do advento sintomático do contexto patológico voltado aos canais afetos a um quadro voltado contra o arranjo orgânico focado a ACM sobressai manifestada sob imensa premissa atinente às ramificações abrigadas sob os arranjos topológicos restritos aos perfis M1 localizados na face originária e proximal ao centro (em anterioridade), de fato precedendo as vias maiores condutoras, justamente no ápice que ditaria via divisões capilares subjacentes bifurcações expressivas nos desdobramentos atinentes aos canais arteriais em foco [1, 18]. Perante os pressupostos lógicos que submetem as intersecções em arranjo colateral dispostas na malha central circulatória designada Willis — os quais ditam fornecimentos vasculares e interações colaterais voltadas aos trânsitos originários arteriais em proximidade base à extremidade de fim correspondente a artéria formadora interna no aspecto de pescoço, o fluxo auxiliar ao suporte focado sob a proteção a todo arranjo e região sob competência irrigadora ao escopo central e lateral das vias da ACM num potencial cenográfico ligado a bloqueio e obstrução no leito do vaso matriz (M1), acarreta com imperatividade em face dessa anomalia, submissão imperiosa a canais suplementares compostos pelas complexas interfaces dispostas e estruturadas nas ramificações terminais dos vasos em superficialidade capilar (o arranjo conhecido de colateral leptomeníngea pervasiva) [1, 8]. Essas pontes ou interfaces compõem intersecções traçadas cruzando as dobras ou córtex da estrutura encefálica superior as quais criam trânsitos e comunicações conectando partes marginais ou fim originárias no corpo de via cerebral media somadas aos vasos de vizinhança nas posições de perfis cerebrais posteriores e anteriores adjuntos aos mesmos espaços [8].

A trombose aterosclerótica é uma causa comum de AVC isquêmico no território da artéria cerebral média [1, 18].

Os indícios informativos extraídos das avaliações na rede científica tendem à premissa de que a materialização efetiva da fatalidade consumada num derramamento cerebral pleno ou infarto (acidente basilar agudo ou isquêmico isquemiado e efetivo do encéfalo) localizado a atingir partes pertencentes aos raios das artérias centrais médias, denota muitas vezes um preâmbulo ou advertência na figura e nos eventos sintomáticos ditos como os reveses breves e temporários (ATAQUE isquêmico ou os AITs), que servem perfeitamente sob os mantos das facetas informativas sinalizadoras que precedem a um aperto, oclusão base contínua em piora patológica do vaso condutor do aporte central [1]. Em correspondência sintomática os indicativos perpassados ao cenário gerado e atribuído pelos referidos episódios transitórios ou episódicos exibem extrema afinidade ao mesmo escopo das queixas ou falhas geradas pelo quadro atinente de limitação aguda proveniente e consequente aos volumes do afluxo minguado nos trânsitos circulatórios originários das severas deficiências estruturais atreladas a restrição da grande veia ou artéria do pescoço ou o canal estenosado atrelado as oclusões nas bases das artérias da carótida profunda interna [1]. Apesar de paralelos patológicos, contrapondo diretamente ao escopo analítico no adoecer centrado na via interna de passagem a grande carótida no qual desponta aos embates de escopo embolístico a interposição aos défices e reveses puros por volumes sanguíneos com grande impacto central à criação do quadro, a submersão patológica voltada a obliterar o percurso base no tronco e passagens centrais atinente às conexões dispostas aos grandes galhos estruturais pertencentes ao feixe circulatório das passagens à cerebral média é em nível estatístico de contundência avassaladora alicerçada predominantemente a interposições com base embolística a nível do sistema — ou seja as massas invasivas dos canais condutores originárias atreladas as anomalias distantes ou migratórias como as queixas baseadas na propagação provinda do aspecto migratório no cruzamento com a bifurcação ou descolamentos desde a via da parte no arco à aórtico-carotídeo (êmbolo arterio-arterial) combinados e associados com disparos e oclusões originárias num coração mal compassado gerando trombos diretos (causa originária no coração / cardioembólica), do que em função e razão ao estrito desenrolar no ponto com foco *in situ*, focado exclusivamente sobre os preâmbulos orgânicos dos adoecimentos da calcificação ou placa patogênica primária focada numa trombose base na própria matriz à rede em estudo na via da ACM [1, 6, 18].

 

Aterosclerose com Trombose da Artéria Cerebral Anterior (ACA)

O assentamento ateromatoso atrelado as camadas e aglomeração nas estruturas nas vias ou malhas e formações conhecidas sobre as bases ou caminhos em placa alicerçadas nas primeiras porções primordiais à via cerebral focado nas passagens para parte anterior (em prevalência no trecho estrito referenciado nos exames no ramo e extensão para espaço ou posição no espaço correspondente aos focos localizados a base A1, um setor situado logo entre a matriz que divide e emenda a base remanescente e topo base provinda a interna, em justaposição aos ramos cruzados adjuntos pertencentes as frentes ou confluências atreladas a artérias formadas comunicantes a estrutura anterior central) exibe na rotina base rara premissa de que tal adoecimento acarrete sobre as manifestações em âmbito orgânico do corpo sob um escopo deficiário em neuro patologia perceptível a atuar restritamente por ele mesmo [1, 19]. Isto assenta justificativas calcadas porque falhas obstrutivas focais no nível de uma raiz pertencente ao bloco do seguimento com foco central para as bases da porção focada A1 são vastamente mitigadas num contrapeso pelo afluxo interligado ou volume de suporte na proteção via sistema intercruzante ou confluência oriundo em bases alicerçadas pelo caminho adjacente a ponte ao polo em oposição (posição com origem atrelada ao arranjo oposto e contra-lateral as estruturas na parte A1 adjunta do cérebro) e alocado num roteamento servido intermitente as proteções via o conduto interligador ou via base formadora focada na conexão (à respectiva ou canal a referida na artéria anterior do tipo comunicante - o braço atrelado a designação de malha à AComm), condicionado e sob guarida do pressuposto e a garantia básica de tal conectivo da AComm situar-se num patamar estrutural livre ou dotado do preceito fisiológico orgânico para via condutora viável no aspecto de sua presença e capacidade a atuar sob percurso desimpedido ou a base de sua "perviabilidade" ou via em preceito de dotação patentes aos referidos funcionamentos [1, 8]. As ameaças com pendores iminentes sobre instabilidades aos quadros clínicos sob ocorrência focada num baque cerebral focado por ausência sanguínea e intermitente em um revés cerebral com focos no derrame atrelado ao espectro transitório (AIT transiente isquêmico) além do ataque em estado acentuado por um acidente central e AVC completo a espelhar perigo de fundo calcado as condições atinentes à doença do escopo às doenças ao cérebro alocada aos focos à artéria cerebral frontal/anterior inflama sob gravidades com riscos vertiginosamente exponenciados, num exato intermédio num instante que tais salvaguardas colaterais da interligação de proteção vêm-se acentuadamente maculadas por danos, insuficiências colapsos aos intercursos estruturais em viés de debilitação no fluxo adjunto [1]. Fatores determinantes dessa submersão por inaptidão às colaterais recaem habitualmente na debilidade ligada à biologia embriogênica base de um indivíduo onde preceitos natos ou deformações de insuficiência na construção do tecido à falta corpórea num decréscimo estrutural do perfil anatômico em desenvolvimento incipiente (fenômeno à ausência como a supressão com o atrofiar de tecidos / atresia focada ao vaso em tela ou mesmo deficiência em base congênita da dotação atrelada na hipoplasia em função e escassez estrutural ligada ao suporte no trajeto comunicante com foco na frente ou anterior do arranjo craniano) além da soma em conciliação das degenerações no âmbito da aterosclerose avançada a corroer na margem aos mesmos pólos, seja prejudicando as origens no trecho originado ao braço correspondente para as raízes primárias (em foco ao ponto base contralateral posicional referenciada à A1 em si ou mesmo ao aprofundar da lesão e dano patognomônico restrito na continuação da rota focada na área adjunta a parte interior à progressão com as extremidades frentes das raízes adjuntas, os espaços contados de trechos com foco distais ligados as designações atinentes ao passo do ponto em bases as extensões contadas no arranjo e designação A2 a fluir a diante pela rede à extensão encefálica base na região cerebral focada no escopo anterior) [1, 8, 19].


Referências

  1. Ropper AH, Samuels MA, Klein JP, Prasad S. Adams and Victor's Principles of Neurology. 11th ed. McGraw Hill; 2019. Capítulo 34: Cerebrovascular Diseases.
  2. Caplan LR. Caplan's Stroke: A Clinical Approach. 5th ed. Cambridge University Press; 2016. Capítulo sobre Large Artery Atherosclerosis.
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